Estou certo de que você procura por um modelo de resenha crítica para terminar o quanto antes o trabalho que foi exigido.

Você está no lugar certo.

Em instantes você terá acesso à alguns modelos para você usar em seu trabalho. 😉

Só há um ponto de atenção antes de ter acesso os modelos.

É muito importante que você conheça a estrutura básica de uma resenha crítica e aprenda os conceitos por trás dela para que seu texto fique bem escrito.

Então segue alguns conceitos de forma simplificada.

 

➡ O que significa Resenha Crítica?

Resenha crítica é um texto onde o autor resume uma obra e também escreve uma opinião sobre ela.

Assim, a resenha crítica tem o papel de expor pontos positivos e negativos sobre uma produção feita e realizar a recomendação aos consumidores.

A resenha crítica está muito ligada à interpretação do autor, muito embora ele busque emitir uma opinião neutra sobre o assunto.

Então você percebe que é essencial que o autor tenha conhecimento da obra por completo e não apenas de alguns trechos destacados.

A opinião deve levar em consideração toda a obra, até porque, para fazer um bom resumo, o autor precisa saber os principais destaques do conteúdo avaliado.

 

➡ Como fazer uma Resenha?

A resenha crítica, como toda produção textual, deve ser clara, simples, concisa e objetiva.

  • Clareza: Desenvolver um texto com clareza envolve utilizar corretamente os termos da língua. Isso não quer dizer buscar palavras difíceis ou muito formais, mas escrever corretamente as palavras buscando sentido para o leitor.
  • Simplicidade: Utilizar palavras simples e expressões que a maioria entende é uma boa característica de simplicidade no texto.
  • Concisão: Um texto conciso é o mais objetivo possível. Dessa maneira, o leitor encontra todo o sentido da frase em poucas palavras.
  • Objetivo: Ser objetivo no texto é não incluir figuras de linguagem no texto, frases com dupla interpretação e não dar margem a dúvidas.

A resenha crítica geralmente possui a seguinte estrutura:

  1. Identificação: você vai precisar informar os dados bibliográficos da obra que você resenhará;
  2. Esclareça a Obra: diga ao seu leitor do que se trata a obra de forma breve, para situá-lo..
  3. Resumo: utilize essa parte da resenha para resumir a obra. Conte aquilo que é mais importante para o leitor saber e evite prolongar na explicação. Lembre-se que é um resumo.
  4. Faça a análise crítica: após o resumo, crie seus argumentos e descreva sua análise crítica sobre a obra. Utilize opinião de outros autores para fortalecer suas ideias e mostre seu ponto de vista.
  5. Hora da recomendação: Recomende a obra para quem você considera ideal para consumir o tipo de conteúdo avaliado. Defina quem é o público alvo da obra.
  6. Fale sobre o autor da Obra: De forma breve, descreva mais sobre a vida do autor que produziu a obra. Também é uma boa ideia citar outras produções relacionadas ao autor.
  7. Conclua com a assinatura: Na ultima parte da resenha você assina com seu nome e informe dados da instituição a qual pertence.

 

como fazer resenha crítica

Modelo de Resenha Crítica

Sem mais delongas! Aqui está um modelo que você pode utilizar para fazer a sua resenha:

Identificação: Hall, Stuart. A identidade cultural na pós – modernidade/ tradução Tomaz Tadeu da Silva, Guacira Lopes Louro-11. Ed.- Rio de janeiro: DP&A, 2006.

Dentro dos Estudos Culturais, o livro analisa a crise na pós-modernidade, tomando como centrais as mudanças estruturais que fragmentam e desconstrói as identidades culturais de classe, etnia, raça, nacionalidade e gênero.

Resumo e Crítica:

Se até no século XX tínhamos uma sociedade moderna sólida por conta das paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, traçados por esta mesma sociedade, fornecendo-nos igualmente sólidas localizações como indivíduo social. No final daquele tempo as paisagens culturais começaram a se fragmentar e modificar, transformando também nossas identidades pessoais, abalando a ideia que temos de nós mesmos como sujeitos integrados. A essa perda de um “sentido de si mesmo” estável, o autor denomina deslocamento ou descentração do sujeito.

A descentração dos indivíduos tanto de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmo, constitui uma “crise de identidade” para o indivíduo. Esses processos de mudança tomados em conjunto, representam um processo de transformação e nos leva a perguntar se não é a própria modernidade que está sendo transformada.

Distinguem-se três concepções de identidades:

a) Sujeito do Iluminismo- baseado numa concepção de pessoa humana como um indivíduo totalmente centrado, unificado, e de ação cujo centro consistia num núcleo interior, que emergia deste o nascimento e ao longo de toda sua vida, permanecendo totalmente o mesmo.

b) Sujeito Sociológico- reflete a complexidade do mundo moderno e a consciência de que este núcleo moderno não era autônomo e auto-suficiente, mas isto era formado na relação com outras pessoas importantes para ele.

 c) Sujeito pós-moderno- a identidade torna-se uma celebração móvel, formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam.

 A globalização é outro aspecto da questão da identidade que está relacionada ao caráter da mudança da modernidade. As sociedades modernas são constituídas em mudanças constantes, rápidas e permanentes, e isto a diferencia da sociedade tradicional.

Nesta sociedade moderna, não há nenhum centro, nenhum princípio articulador ou organizador único e não se desenvolvem de acordo com o desdobramento de uma única causa ou lei. Ela está constante-mente sendo descentrada por forças fora de si mesmas.

As transformações associadas à modernidade tardia, diz Hall, libertaram o indivíduo de seus apoios estáveis nas tradições e nas estruturas. Antes se acreditava que estas eram divinamente estabelecidas; não estavam, portanto, sujeitas a mudanças fundamentais.

À medida que as sociedades modernas se tornavam mais complexas elas adquiriam uma força mais coletiva e social. O indivíduo passou a ser visto como mais localizado e definido no interior de grandes estruturas e formações sustentadoras da sociedade.

O que aconteceu à concepção do sujeito moderno, na modernidade tardia não foi simplesmente sua degradação, mas seu deslocamento. O descentramento final do sujeito cartesiano ocorreu por conta de cinco grandes avanços na teoria social e nas ciências humanas: Tradições do pensamento marxista; descoberta do inconsciente por Freud; Trabalhos do lingüista estrutural Ferdinand de Saussure; Trabalho de Michel Foucault (poder disciplinar); Impacto do feminismo.

[…] – Suprimido para você não perder muito tempo 🙂

Ao lado da tendência em direção à homogeneização global, há também uma fascinação com a diferença e com a mercantilização da etnia e da alteridade. Há juntamente com o impacto global um novo interesse pelo local, produzindo novas identificações globais e novas identificações locais.

A globalização está tendo efeitos em toda parte, incluindo o Ocidente, e a “preferia” também está vivendo seu efeito pluralizador, embora num ritmo mais lento e desigual.

A tendência em direção à “homogeneização global” tem seu paralelo num poderoso revival da etnia, algumas vezes de variedades mais híbridas ou simbólicas, mas também freqüentemente das variedades exclusivas ou essencialistas.

Sobre o autor:

Stuart Hall nasceu em 3 de fevereiro de 1932 em Kingston, Jamaica. É um teórico cultural que trabalhou no Reino Unido. Ele contribuiu com obras chave para os estudos da cultura e dos meios de comunicação, assim como para o debate político. Trabalhou na Universidade de Birmingham e tornou-se o personagem principal do Birmingham Center for Cultural Studies. Entre 1979 e 1997, Hall foi professor na Open University. Seu trabalho é centrado principalmente nas questões de hegemonia e de estudos culturais a partir de uma posição pós-gramsciana. Hall concebe o uso da linguagem como determinado por uma moldura de poderes, instituições, política e economia. Essa visão apresenta as pessoas como “produtores” e “consumidores” de cultura ao mesmo tempo.

Outras obras:

– Da Diáspora: Identidade e Mediações Culturais;

– Questões de identidade cultural;

Conclusão:

Com uma linguagem objetiva e esclarecedora, Stuart Hall explora algumas questões sobre a identidade cultural na modernidade tardia apresentando uma afirmação de que as identidades modernas estão sendo descentradas, transformando as identidades pessoais, abalando a ideia que temos de nós mesmos como sujeitos integrados e promovendo uma “crise de identidade”.

[…] – Suprimido para você não perder muito tempo 🙂

Este livro é um convite ao debate do movimento/deslocamento produzido pela globalização nas identidades culturais na modernidade tardia/pós-modernidade. Neste sentido, a concepção “descentramento do sujeito” ganha sentido, pois diante desses intensos fluxos produzidos/introduzidos nas paisagens culturais, estas se fragmentam/pluralizam e com elas e a partir delas também o sujeito.

A noção de híbridos culturais pode em muito contribuir com a educação tornando todos os envolvidos com ela mais abertos aos fenômenos plurais e diversos que se manifestam nos respectivos saberes/fazeres dos sujeitos individuais e coletivos tanto dentro da escola como na sociedade em que ela está inserida.

O livro nos leva a rever nossas formas culturais e nossa capacidade de interpretação do mundo pós-moderno.

NOME DO AUTOR DA RESENHA

Muito bem! Espero que tenha te ajudado.

Lembro que podem ser exigidas algumas regras específicas para seu caso. Consulte com quem solicitou a resenha para você não ser prejudicado.

É isso!

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